Com Pimenta

Primeiramente, #ForaTemer! Segundamente, a Revista Seca chegou!

Foto: Felipe Diniz

Senhoras e senhores, é com muito orgulho que apresento a Com Pimenta, coluna da Revista Seca que promete levar até vocês pitacos da cultura brasiliense.  Vou aparecer por aqui com dicas de shows, livros e comentários sobre o cotidiano da cidade (e também do Brasil e do mundo, porque não?). Quer me contar alguma novidade? Me escreva: jornalistabrito@gmail.com.

Rock, pop e cultura popular

O Terno (SP), Bixiga 70 (SP), Ava Rocha (RJ), Tagore (PE) e Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF) são algumas das atrações do PicniK Festival, que acontece nos dias 24 e 25 de junho, na Torre de TV. Teatro, moda, decoração, zines, oficinas e comidinhas – veganas inclusive – compõem a super programação que pode ser conferida aqui.

Edição comemorativa

Foram divulgadas as novidades do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Além da (merecida) homenagem ao diretor Nelson Pereira dos Santos (“Rio 40 Graus”, “Vidas Secas” e “A Música Segundo Tom Jobim”), a edição comemorativa conta com aplicativo que computa os votos do júri popular e divulga a programação completa e roteiros culturais, turísticos e gastronômicos.

Fora do Plano

O Festival de Brasília acerta mais uma vez ao decentralizar o evento. A mostra competitiva também será exibida em Taguatinga, Sobradinho, Gama e no Riacho Fundo I – em parceria com o Instituto Federal de Brasília (IFB). O Museu Nacional Honestino Guimarães receberá reprises gratuitas e o projeto Cinema Voador levará sessões gratuitas à Estrutural, Paranoá, Recanto das Emas e São Sebastião.

Maratona

O grande desafio do Festival será manter o fôlego do público, dos jurados e dos jornalistas. A edição deste ano acontecerá ao longo de 10 dias e com nove longas na mostra competitiva, diferentemente do ano passado em que durou apenas uma semana.

Ary, Chico, Dori e Tom

O show Eu Vou de Samba com João Bosco e Hamilton de Holanda chega ao teatro da Caixa Cultural entre os dias 29 de junho e 2 de julho. No repertório, músicas de Ary Barroso, Chico Buarque, Dorival Caymmi e Tom Jobim. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 24 de junho.

Literatura negra

Depois da avalanche de críticas na última edição, a Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP chega neste ano com uma programação marcada pela presença de mais mulheres e de mais negros. Conceição Evaristo (“Olhos d’Água”), Ana Maria Gonçalves (“Um Defeito de Cor”) e Lázaro Ramos são alguns dos convidados do festival que, neste ano, celebra a obra e a memória de Lima Barreto.

Lançamentos

Por sinal, a aula-espetáculo que abre a FLIP é com Lilia Moritz Schwarcz e o lançamento do livro “Lima Barreto: Triste Visionário”. Na ocasião, Lázaro interpretará alguns textos de Barreto. Na última semana, Ramos lançou “Na Minha Pele” (Ed. Objetiva), uma quase biografia que aborda questões familiares, afetivas, de raça e gênero.

Candomblé em cena

A comédia “Quizila Coiffeur” ocupa, nos dias 21 e 22 de junho, o Teatro Sesc Newton Rossi (Ceilândia). O espetáculo homenageia e traz à tona a humanidade, a riqueza e a beleza feminina de Yemanjá, Nanã, Oxum, Oyá, Obá e Yewá num contexto de luta e afirmação da mulher autônoma. Em cena, o grupo Teatro Cafona tem a direção de Ana Flavia Garcia. A sessão do dia 22 conta com intérprete de libras para o público deficiente auditivo.

Música paraense

Anota aí: Dona Onete faz única apresentação em Brasília, sexta, dia 23 de junho, no Outro Calaf. O set list é formado pelas músicas do disco mais recente da artista, “Banzeiro”. Sucessos do álbum de estreia “Feitiço Caboclo”, como Jamburana, também devem rolar. Ingressos a R$ 30.

Em tempo: Lupicínio e Gal

Na estrada desde março de 2015, o show Ela disse-me assim chegou, enfim, em Brasília no último dia 2. Sob a direção artística de J. Velloso e Marcus Preto, Gal Costa faz um excelente apanhando da obra do cantor e compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues. Além do repertório equilibrado, que dosa bem os sucessos com as composições “lado B”, o show acerta na banda afinada – formada por Fábio Sá (contrabaixo), Guilherme Monteiro (guitarra e violão), Lúcio Silva Souza (teclado e violino) e Pupillo (bateria), da Nação Zumbi; e na performance de Gal, totalmente à vontade com o set list e com o público. A ideia é transformar o show em CD.

Outros tributos

Em 2014, Lupicínio completaria 100 anos. A efeméride inspirou Gal, Elza Soares (com o CD e DVD “Elza Canta e Chora Lupi”) e Calcanhotto com o álbum “Loucura: Adriana Calcanhotto Canta Lupicínio Rodrigues”. Também vale a pena conferir “Noite Ilustrada canta Lupicínio Rodrigues”, lançado em 2003. Ouro puro.


Maíra de Deus Brito

14 de junho de 2017